
Apresenta-se como “um livro profundamente pessoal e politicamente assumido. Nele, o autor percorre, de forma cronológica, a luta pela reposição das SCUT e pela eliminação das portagens na A23, A24 e A25, com especial enfoque no distrito de Castelo Branco e na região da Guarda.”
Entre análises, memórias e posições públicas, cruzam-se reflexões já presentes no seu anterior “Inverno do Futuro, documentos da Plataforma (Pela Reposição das Scts) e notícias da comunicação social. O autor não foge às questões polémicas e identifica, sem ambiguidades, as responsabilidades políticas pela introdução das portagens — decisões que não foram obra do acaso nem de “pais incógnitos”, mas de opções concretas, com rostos, nomes e siglas.
Este livro é o relato de uma vitória construída pela “Unidade na diversidade. Uma vitória da persistência sobre o conformismo, da convergência sobre o sectarismo, do compromisso cívico sobre o desprezo a que sucessivos governos votaram o Interior”, refere a sinopse da obra.
Para o autor, “mais do que uma luta política, esta foi também uma experiência humana singular. Pessoas de origens, interesses e percursos distintos encontraram-se num propósito comum e construíram uma plataforma sólida, assente na confiança, na solidariedade e numa rara cumplicidade. Contra todas as expectativas, provaram que é possível transformar indignação em ação coletiva consequente”.
Sem se pretender apropriar de uma conquista que pertence a muitos, o autor testemunha “uma batalha que demonstrou que o Interior não é periferia — é razão. E que, quando há unidade, persistência e coragem, a história pode mesmo ter um final feliz…”.
O livro foi apresentado pela primeira vez no dia 14 de março, às 15:30, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã.
A obra apresentada por Mário Raposo, antigo reitor da Universidade da Beira Interior, incluiu ainda um depoimento de Casimiro dos Santos, historiador e escritor e contou com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã e da editora RVJ.
Depois desta sessão que decorreu na cidade da Covilhã, seguem-se outras sessões nomeadamente: no Tortosendo dia 10 de abril; dia 11 no Fundão; dia 12 de abril em Caria e dia 18 de abril em Castelo Branco.
