Interrupção da Linha da Beira Baixa traz preocupações

A Associação Move Beiras, associação criada com o intuito os territórios percorridos pelas Linhas da Beira Baixa e Beira Alta, através da utilização do comboio, veio no dia 25 de Fevereiro emitir um comunicado onde “manifesta grande preocupação sobre a interrupção prolongada da Linha da Beira Baixa, causada pelas recentes tempestades e o impacto que está a ter na mobilidade da Beira Interior…

“Desde esta interrupção que os comboios entre Castelo Branco e a Guarda se limitam ao serviço Regional, apesar deste troço estar operacional, reduzindo a oferta entre as cidades de Castelo Branco, Fundão e Covilhã para metade e, mais drasticamente, no troço Covilhã – Guarda, onde a oferta passou de 10 comboios diários para 4,”

A associação denuncia que “ Linha da Beira Baixa ficou fora dos investimentos do Plano Ferroviário Nacional. Sabendo que a reparação da via junto ao Tejo, devido à complexidade do local, poderá demorar várias semanas,” e por isso, esta “não é aceitável que esta população se veja privada de oferta de serviços, num território que já é altamente carente de transportes públicos. Trata-se de uma questão de coesão territorial, numa região onde a mobilidade é um direito básico ainda por garantir plenamente e a manutenção dos serviços ferroviários desempenha um papel importante no combate às assimetrias regionais.”

“A braços com uma provável interrupção a médio prazo, a Move Beiras apela à tutela que avance com medidas mitigatórias, através da reposição parcial dos Intercidades no troço Castelo Branco – Guarda, mesmo que seja através das automotoras que asseguram o serviço Regional, avaliando também que essas medidas possam ser estendidas ao troço entre Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, actualmente sem qualquer serviço, assegurando o restante trajecto até Abrantes com serviço rodoviário de substituição. A Associação apela também à reposição do prolongamento do Intercidades da Linha da Beira Alta até à Covilhã, suprimida em 2022.”

No dia seguinte também a Junta de Freguesia

Veio a publico com um comunicado, onde expressa a mesma preocupação referindo que “A Junta de Freguesia de Caria manifesta a sua preocupação relativamente à interrupção prolongada da Linha da Beira Baixa, na sequência das recentes intempéries, situação que está a afetar significativamente a mobilidade das populações da nossa região.

A redução do número de comboios e as limitações na circulação têm causado constrangimentos a trabalhadores, estudantes e utentes que dependem diariamente deste serviço ferroviário.

Reconhecemos a importância estratégica da Linha da Beira Baixa para o desenvolvimento do Interior e acompanhamos com atenção os esforços que estão a ser desenvolvidos para a reposição da normalidade.

E que “a Junta de Freguesia continuará atenta à evolução da situação, defendendo os interesses da nossa população e apelando à rápida implementação de medidas que minimizem os impactos sentidos.”

No Parlamento

Também na Assembleia da Républica o deputado do Partido Socialista, Nuno Fazenda, eleito pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, denunciou, “que a Linha da Beira Baixa permanece interrompida desde 11 de fevereiro, sem qualquer solução alternativa para as populações…”

Reforçando que “Convinha que alguém da bancada que apoia o Governo informasse que existe Beira Baixa, que a linha está interrompida, que não há nenhum transporte alternativo, que não há nenhum transporte de transbordo e não há sequer nenhuma máquina naquele território”, afirmou o deputado, acrescentando que “há mais país para além da A1”.

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