Esta designação foi recentemente advertida pelo Presidente da Assembleia da Républica, Aguiar Branco, por ter sido aludida por José Luis Carneiro a André Ventura.
No dicionário da língua portuguesa Fanfarrão significa apenas: gabola, gabarola, jactancioso, presunçoso ou bazófio. Nada menos nada mais, que não se possa atribuir ao deputado do CHEGA, assim como a muitas “aves pouco raras” que sazonalmente aparecem no meio político e social.
O seu ciclo mais frequente é de quatro em quatro anos, surgindo nos nossos beirados eleitorais, com um chilreio apelativo, afável e muito agradável, sua harmonia nos faz sonhar e às vezes ter esperança em que a vida vai melhorar. Porém o resultado “todo mundo já conhece, … o de cima sobe e o de baixo desce… “.
A mobilidade, o crescimento, o emprego, a fixação de empresas, fixação dos jovens, baixo preço das rendas, aumento da habitação, melhores transportes, melhor saúde etc. etc. Tudo isso merecemos e os “Fanfarrões” tudo prometem, sem precisarem de se dar ao trabalho de explicar como: Com que estratégias? Que medidas de fundo trazem? E onde vão buscar o dinheiro para o fazer…?
Os programas são um aglomerado de generalidades, tão “genéricas” como: romper com a passividade, atrair investimento, reter talento…transformar, fazer melhor, fazer diferente…
Por aqui no burgo belmontense, ainda nos lembramos de algumas palavras chave nos “fanfarrões” de há quatro anos: Central de Biomassa; Conetividade; Mobilidade e transportes públicos; Praia Fluvial; Apoio ao Movimento Associativo; Criação de Postos de Trabalho; Fixação de Empresas.
Algumas já começamos a ver repetidas, mas outras novas virão, porque de “fanfarrão em fanfarrão, se fará a eleição”.
Jorge Henriques Santos
